Registro das puxações da Peteca Porto Alegre até a edição #7

Confira abaixo os registros das atividades da Peteca de Porto Alegre, da primeira à sétima edição. A partir da oitava edição, o registro será divulgado neste blog separado por edição. Fazer esse registro tem como função oferecer aos camaradas que se aproximam hoje da Peteca uma noção realista de como se dá o nosso processo organizativo, bem como oferecer um repertório de ideias que funcionam e que não funcionam tão bem. O compromisso é de incluir no registro os sucessos e insucessos de cada iniciativa. A escrita do registro é responsabilidade do puxador, que sempre pode solicitar a ajuda de companheiros no cumprimento dessa tarefa. A fila de puxação passou por apenas um reinício nesse período. As puxações que não estão assinadas estão aguardando autorização dos puxadores para a divulgação de seus nomes, ou já vetaram a assinatura. Leia mais sobre o funcionamento da puxação no nosso Documento Principal.

PETECA PORTO ALEGRE #1

Puxador da edição: Pedro Paiva
Local: Porto Alegre
Data e duração da edição: 10/06/2018, das 15h às 18h.
Formatos: roda de conversa e gamejam remota.
Descrição do processo:
O puxador marcou o encontro em um local público de fácil acesso (Casa de Cultura Mario Quintana em Porto Alegre) com uma semana de antecedência, divulgando através da gamejam do Itchio e de evento no Facebook. Três pessoas compareceram. Elas permaneceram no local combinado até as 15h50 e decidiram continuar a conversa numa lancheria próxima.
A gamejam remota já tinha sido aberta com aproximadamente um mês de antecedência, e a partir do encontro do dia 10 começou a contagem do seu 1 mês de duração, indo até o dia 10 do mê seguinte (julho).

PETECA PORTO ALEGRE #2

Puxador da edição: Tobias Ulrich
Local: Porto Alegre
Data e duração da edição: 21/07/2018, das 15h às 18h30.
Formatos: roda de conversa
Descrição do processo: O local de encontro foi na Casa de Cultura Mario Quintana onde pudemos fazer nossa roda de conversa sentados em um tapete. Mais ou menos uma semana de antecedência, o evento foi divulgado no Facebook (grupos como Boteco Gamer, Ataque e página pessoal) e Twitter. O puxador do evento também se atrasou 40 minutos, mas isso não fez com que as pessoas desistissem do evento. Ao todo nove pessoas compareceram, mas um integrante teve que sair mais cedo.
A conversa saiu um pouco da pauta proposta direcionando as outras questões: o que é indie, se jogo é arte e público-alvo em jogos e como isso pode afetar. Embora isso, as discussões foi bastante interessantes e agradáveis.

PETECA PORTO ALEGRE #3

Puxadora da edição: Carla Gabriela Vargas
Local: Porto Alegre
Data e duração da edição: 29/09/2018, das 13h às 16h.
Formatos: roda de conversa/debate.
Descrição do processo:
O local de encontro foi na Casa de Cultura Mario Quintana. Nos deslocamos da entrada do local até o quinto andar, ao lado do Jardim Lutzemberger. No encontro, onde compareceram 11 debatentes, discutimos a finco o que era brasilidade, onde estava a colonização nos jogos independentes e por quê. Buscamos alternativas, discutimos uma série de pontos centrais e periféricos, com muitas contribuições de todos ali presentes. Foi um debate plural e muito rico; onde, inclusive, deu-se espaço para o redirecionamento de assunto para um posicionamento político claro e responsável enquanto desenvolvedores de jogos. O evento pareceu fomentar o crescimento futuro de mais participantes para os próximos eventos.
A divulgação do evento foi feita em diversos grupos de desenvolvedores, no Discord do Peteca, e nos perfis/páginas pessoais de alguns participantes.
Ao final do debate, guardamos um registro em foto.

PETECA PORTO ALEGRE #4

Puxadora da edição: Aline Job
Local: Porto Alegre
Data e duração da edição: 14/11/2018, das 17h30 às 19h.
Formatos: roda de conversa
Descrição do processo:
O encontro foi realizado na Feira do Livro de Porto Alegre, no Espaço do Conhecimento Petrobras. A reserva do espaço se deu através de troca de e-mails: um puxador veterano da rodada (Pedro Paiva) recebeu um e-mail informando que o Espaço do Conhecimento Petrobras teria horários disponíveis para alguns dias da semana, e havia interesse em propor atividades relacionadas a videogame. A puxadora desta edição, Aline Job, foi então convidada para iniciar uma conversa dia 14. A conversa girou em torno dos mitos e hábitos capitalistas que definem a ideologia do videogame independente e de como o incipiente empresariado brasileiro se inscreve nessa independência por uma precariedade acrítica. Falou-se também de como tudo isso é lido como uma visão neutra das coisas, o que empurra a esquerda no videogame para um lugar de “origem da discórdia”. Compareceram 7 pessoas, com dois atrasos significativos (os colegas só conseguiram chegar na metade final da conversa, que inclusive foi adiada em meia hora, começando de fato às 18h). A divulgação foi feita através do Facebook e do Twitter. Foi o primeiro evento posterior à abertura da página da Peteca no Facebook, mas não houve aumento significativo no quorum.

PETECA PORTO ALEGRE #5

Puxador da edição: Pedro Paiva
Local: Porto Alegre
Data e duração da edição: 17/03/2019, das 15h00 às 19h.
Formatos: roda de conversa
Descrição do processo:
O encontro foi marcado com pouca antecedência, na sexta-feira para acontecer no domingo. Foi divulgado por evento no Facebook e pelo twitter do puxador. O local foi a Casa de Cultura Mario Quintana, mais especificamente na Travessa dos Cataventos, no térreo. O tema do encontro: A responsabilidade do videogame como nexo cultural e social. O puxador chegou às 14h30, com meia hora de antecedência, os colegas começaram a chegar a partir das 15h40. Como havia muito ruído no térreo em função de um evento do dia de São Patrício e o horário já estava avançado, optamos por subir ao sexto andar – onde fica o mac rs – pra conseguirmos conversar. Éramos três quando começamos a conversa e mais dois colegas conseguiram nos encontrar mais tarde, somando um grupo de 5 pessoas ao todo. Outros dois colegas compareceram ao local mas não conseguiram nos encontrar a tempo, pois já tínhamos subido e estávamos sem acesso ao Facebook. O encontro terminou no clássico barzinho. Observações do puxador: O local é propício a desencontros.

Texto de chamada do evento no Facebook:

“A internet tem organizado o terrorismo nas suas expressões mais misóginas e racistas, radicalizando o homem jovem e branco no caminho do egoísmo extremo. A culpa é do videogame? O que significa falar sobre culpa? E por que sempre voltamos ao videogame? Nos encontramos numa situação inédita na história: temos condições de fazer a crítica do videogame que a sociedade precisava que fosse feita, mas nunca conseguiu articular pra além do pânico moral. Que poder tem o videogame para transformar o mundo num lugar melhor, num mundo onde caibam muitos mundos? Muito mais do que reagir a declarações bobas de militares velhos, precisamos pegar o videogame com as nossas mãos e assumir algumas responsabilidades. Vem, vamos conversar!”

PETECA PORTO ALEGRE #6

Puxador da edição: Carla Gabriela Vargas
Local: Porto Alegre
Data e duração da edição: 30/03/2019 abertura; 15/03 e 22/03 oficinas.
Formatos: roda de conversa – oficinas
Descrição do processo:
-ABERTURA-
Foi divulgado por evento no Facebook. O local foi a Redenção, com encontro primário no Arco da Redenção e logo depois fomos à lancheria do parque. O tema de conversa foi:”Antifa Gamejam e Como Democratizar o Videogame”. Infelizmente não foi uma Peteca exatamente bem sucedida: teve quorum baixo; porém gerou discussões adjacentes interessantes, mesmo à ressalvo de fugir do tema principal.

Texto de chamada do evento no Facebook:

“Está se aproximando a data da Antifascist Game Jam 2019, mais uma edição da Game Jam Antifascista e abre-se a questão: O que podemos fazer para democratizar a produção/criação de jogos? O que nós como videogameiros representamos, em discurso e ação, politicamente para o videogame? Como podemos instrumentalizar essa mídia como potência política? Vamos juntos engajar a classe e o setor com nossa força e vontade. Vem engrossar o caldo e ajudar a tornar a cena mais ampla, mais diversa e mais aberta. Estaremos abrindo oficinas e uma biblioteca/repositório online para auxiliar quem quiser fazer videogame. Vem conosco cooperar/coletivizar o conhecimento! :D”

-OFICINAS-
Foi divulgado por evento no Facebook. O local foi o espaço da Atomic Rocket na Unisinos de Porto Alegre. Foram marcados inicialmente 4 encontros, porém, mediante ao quorum -nulo- do primeiro encontro, inicialmente cancelamos o evento. Com insistência do coordenador do curso de Jogos Digitais da Unisinos, remarcamos um segundo encontro e novamente tivemos quorum -nulo-.

É válido ressaltar que apesar do quorum desanimador, a repercussão do evento causou ótimos reflexos para analisar como a comunidade videogameira de POA encara esse tipo de evento. Foi válido como experiência.

PETECA PORTO ALEGRE #7

Puxador da edição: Casemiro Azevedo
Local: Porto Alegre
Data e duração da edição: 05/05/2019, das 14h00 às 17h.
Formatos: roda de conversa
Descrição do processo:
O evento foi marcado com uma semana de antescedência, e adentrou maio pois não foi possível realizá-lo em abril. Foi divulgado por evento no Facebook. O local foi a Casa de Cultura Mario Quintana, com encontro primário na Travessa dos Cataventos e logo depois subimos ao 5º andar próximo aos jardins. O tema de conversa foi:”A pirataria como Práxis de Resistência”. O puxador chegou às 15:02, Um pouco atrasado, os colegas começaram a chegar a partir das 15:15h. O quórum foi aumentando paulatinamente das 15:15 até umas 15:45 três pessoas mais o puxador estavam engajados na conversa. Depois mais 4 pessoas se juntaram a nós, com auxílio de atualizações no evento do facebook (sanando o prévio problema do local ser propício a desencontros), terminando em 7 pessoas engajadas na conversa.

Texto de chamada do evento no Facebook:

“Num sistema onde o acesso não é democrático, e indivíduos são deixados deixados à margem do consumo, produção e absorção de diversos tipos de mídia e ferramentas, pode a pirataria ser considerada resistência? E o Video-Game, uma das mais célebres mídias pirateadas (Talvez atrás apenas do audio-visual) com histórias inéditas de produções de fãs (Hacks, bootlegs, etc), distribuição paralela e re-pacotamento de hardware, tudo amplamente distribuido em países fora do círculo abastado hemisfério-nortista do planeta, tem um caráter de resistência a esse sistema marginalizador? Abre-se a conversa para todas essas questões! Venha participar dessa roda de discussão!”